A ópera está de volta em Taubaté

Após um século emudecida, a ópera foi reintroduzida em Taubaté. A ação do Opera Studio Vale com a Funac-Unitau, trouxe, em duas apresentações, uma versão pocket da ópera Carmem.

Prestigiada em Taubaté no século XIX, como indicam os jornais da época,  a ópera foi perdendo popularidade, nas primeiras década do século XX, para gêneros musicais mais “comerciais”, como o choro e a polca.

A montagem vista nas noites de domingo (12) e quinta-feira (16) é uma amostra de um projeto que se estenderá por todo o ano, com apresentações mensais levadas ao público pela Funac-Unitau. José Felício Murad, presidente da fundação, revelou, antes da apresentação de ontem, 16, que o projeto culminará em uma apresentação no mês de dezembro da ópera “A Flauta Mágica”.

Professor José Felício Murad

Professor José Felício Murad

A iniciativa tem como objetivo introduzir o estudante de canto lírico à experiência de palco e, para tanto, conta com aulas de interpretação, fonética e técnica vocal aplicados à ópera.

“O projeto é permanente, foi aprovado pelo conselho da fundação, que custeará os professores. Os professores realizam uma audição com os aspirantes, sem qualquer interferência da fundação”, revelou Mere Oliveira, a mezzo soprano interprete de Carmen.

Mere Oliveira no papel de Carmen

Mere Oliveira no papel de Carmen

“A fundação também vai auxiliar a gente com local de ensaio, que são encontros mensais que ocupam um dia inteiro”, concluiu.

Com pouquíssimas cadeiras vagas, a opção por oferecer ingresso gratuito foi acertada e o Teatro Metrópole praticamente esgotou seus ingressos para os dois dias de apresentação.

Público se acomodando antes do início do espetáculo.

Público se acomodando antes do início do espetáculo.

A ópera Carmen é um clássico do gênero. Quem entende do assunto é capaz de enumerar os artistas que foram punidos pela crítica ao errarem o tom das adaptações. A montagem taubateana, enxuta (pocket, no dizer mais chique) foi uma agradável surpresa. A qualidade dos artistas encantou e a Carmem, interpretada cada vez com mais confiança por Mere Oliveira, tem a mágica capacidade de hipnotizar a plateia.

O público entendeu o projeto e as manifestações foram positivas. Tomara que a partir desse pontapé inicial, surjam patrocinadores.

Ponto para o Opera Studio Vale e a Funac-Unitau.

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